Outro dia lendo uma matéria sobre a beleza em que o autor fala num "imposto" a ser pago pelas pessoas bonitas, pelo fato de sempre terem vantagens em relação as pessoas normais. Veja a matéria: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u351403.shtml
Obviamente, a proposta é imbecil mas, segundo o feioso autor, a idéia é provocar um debate. Então, vamos a ele: eu discordo , eu ainda assim acho que a beleza anda menosprezada.
Se eu subo na vida pela minha inteligência, ou pela minha força física, ou pelo meu talento musical, ou até mesmo pela minha capacidade de fazer gols, tudo bem. Mas, de algum modo, subir na vida pela beleza é visto como algo baixo, leviano, fútil, sem valor.
Quantas mulheres feias já não apontaram pra superiores gostosonas e acusaram: "Você só foi promovida por ser linda!"? Mas, por outro lado, quantas vezes homens burros apontaram para superiores e acusaram: "Você só foi promovido por ser mais inteligente que eu!"? Ninguém se sente injustiçado ao ser preterido pelo inteligente ou pelo talentoso, mas se perderem pro lindo, deus me livre, é um absurdo, um horror, uma injustiça!
Esse mito de que vencer pela beleza é menos meritocrático do que vencer pelo talento ou pela inteligência é uma das maiores mentiras que os inteligentes já inventaram.
O porco-espinho, como qualquer animal, tenta vencer usando as armas que possui, assim como os inteligentes tentam vencer pela inteligência e os talentosos, pelo talento. Errado são os lindos que caem no conto de que suas armas não tem valor, que vencer pela beleza não conta.
Se eu tivesse pernas pra cruzar ou decote pra mostrar, eu usava com a mesma naturalidade que uso minha lábia e minha cara-de-pau para conseguir tudo o que eu quero. (nem tudo, nem tudo)
Feios e barrigudos, só resta mesmo aos inteligentes tentarem mudar as regras do jogo. Burro é quem acredita. Além disso, ser agente duplo para os belos tem muitas vantagens: ninguém sabe quem foi Michel Foucault, por exemplo, mas os favores sexuais mais do que compensam.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Elogio à beleza
O Brasil é isso mesmo que está aí
Os distraídos talvez ainda não tenham percebido, mas o Brasil acabou. Sinais disso foram se acumulando, nos últimos meses: a falência do Congresso e de outras instituições, a inoperância do governo, a crise aérea, o geral desarranjo da infra-estrutura. A escola que não ensina, os hospitais que não curam, a polícia que não policia, a Justiça que não faz justiça, a violência, a corrupção, a miséria, as desigualdades.”
(trecho de entrevista feita por João Moreira Salles a Fernando Henrique Cardoso, em agosto de 2007).
Estamos vivendo em uma época de crises. Escândalos um atrás do outro, corrupções, CPIs, desestruturação na educação, na saúde. Uma infâmia. Porém, chega a ser ridícula a atribuição da história política do Brasil a apenas um governo.
Qual nossa visão de mundo? “O mundo é o que vemos na tela do computador, da televisão ou do celular”. Sendo assim, a citação do sociólogo Fernando Henrique nos impõe sua visão de mundo. Entretanto, não estamos mais enfurnados na caverna vendo apenas as sombras da realidade, procuramos questionar. Por isso, mesmo não sendo “rei dos sociólogos” ou mesmo “sociólogo dos reis”, percebo que o Brasil é o que é não por culpa de um ou de outro, mas por uma cultura de dominação e exploração, e isso explica muita coisa.
Portanto, eu que tenho muito dinheiro, viajo o mundo inteiro, tenho uma bela visão de mundo: Vou-me embora para Pasárgada, pois lá eu sou amiga do rei. O Brasil não existe mais, ao menos para mim que leciono na Universidade de Brown, em Providence, ganho o meu, para o mim o Brasil é um país que não tem jeito. Aqui foram soltas todas as desgraças e calamidades, da caixa de pandora não vou deixar sobrar nem a esperança.
(trecho de entrevista feita por João Moreira Salles a Fernando Henrique Cardoso, em agosto de 2007).
Estamos vivendo em uma época de crises. Escândalos um atrás do outro, corrupções, CPIs, desestruturação na educação, na saúde. Uma infâmia. Porém, chega a ser ridícula a atribuição da história política do Brasil a apenas um governo.
Qual nossa visão de mundo? “O mundo é o que vemos na tela do computador, da televisão ou do celular”. Sendo assim, a citação do sociólogo Fernando Henrique nos impõe sua visão de mundo. Entretanto, não estamos mais enfurnados na caverna vendo apenas as sombras da realidade, procuramos questionar. Por isso, mesmo não sendo “rei dos sociólogos” ou mesmo “sociólogo dos reis”, percebo que o Brasil é o que é não por culpa de um ou de outro, mas por uma cultura de dominação e exploração, e isso explica muita coisa.
Portanto, eu que tenho muito dinheiro, viajo o mundo inteiro, tenho uma bela visão de mundo: Vou-me embora para Pasárgada, pois lá eu sou amiga do rei. O Brasil não existe mais, ao menos para mim que leciono na Universidade de Brown, em Providence, ganho o meu, para o mim o Brasil é um país que não tem jeito. Aqui foram soltas todas as desgraças e calamidades, da caixa de pandora não vou deixar sobrar nem a esperança.
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