sexta-feira, 17 de abril de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Por trás dos logotipos dos estúdios de Hollywood
Metro-Goldwyn-Mayer (MGM): O Leão

Em 1924, O publicitário Howard Dietz projetou o "Leão The Lion" logotipo para Samuel Goldwyn's Goldwyn Picture Corporation. Ele é baseado na sua equipa de atletismo "alma mater" Universidade de Columbia, os Leões. Depois fundiu com Metro Goldwyn Corporation e Louis B. Mayer Pictures, o recém-formado MGM reteve o logotipo.
Desde então, houve cinco leões no papel de "O Leão". O primeiro foi Slats, que graced as aberturas da MGM de filmes mudos, 1924-1928. O próximo leão, Jackie, foi o primeiro leão MGM cujo rugido foi ouvido pela platéia. Embora os filmes fossem mudos, o famoso rosnar do leão foi tocado logo que o cinema ganhou audio logotipo apareceu. Ele foi também o primeiro a aparecer em tecnicolor em 1932.

Esse logotipo foi criado em 1933 pelo famoso artista Emil Kosa, Kosa simplesmente utilizou-se de uma construção que aparecia no famoso filme "Planeta dos macacos" (filme de 1968), Kosa também ficou famoso por sua Estátua da Liberdade em ruína no final do Planeta dos Macacos.
PARAMOUNT PICTURES

A montanha que aparece no logo da Paramount é originária do Peru, e as 24 estrelas representam as "estrelas" contratadas pelo estúdio na época.

Em 1924, O publicitário Howard Dietz projetou o "Leão The Lion" logotipo para Samuel Goldwyn's Goldwyn Picture Corporation. Ele é baseado na sua equipa de atletismo "alma mater" Universidade de Columbia, os Leões. Depois fundiu com Metro Goldwyn Corporation e Louis B. Mayer Pictures, o recém-formado MGM reteve o logotipo.
Desde então, houve cinco leões no papel de "O Leão". O primeiro foi Slats, que graced as aberturas da MGM de filmes mudos, 1924-1928. O próximo leão, Jackie, foi o primeiro leão MGM cujo rugido foi ouvido pela platéia. Embora os filmes fossem mudos, o famoso rosnar do leão foi tocado logo que o cinema ganhou audio logotipo apareceu. Ele foi também o primeiro a aparecer em tecnicolor em 1932.
20th Century Fox

Esse logotipo foi criado em 1933 pelo famoso artista Emil Kosa, Kosa simplesmente utilizou-se de uma construção que aparecia no famoso filme "Planeta dos macacos" (filme de 1968), Kosa também ficou famoso por sua Estátua da Liberdade em ruína no final do Planeta dos Macacos.
PARAMOUNT PICTURES

A montanha que aparece no logo da Paramount é originária do Peru, e as 24 estrelas representam as "estrelas" contratadas pelo estúdio na época.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Assim caminha a juventude

O ano de 2008 se comemorou e se homenageou de diversas formas -festas, debates, palestras, exposições- os 40 anos de Maio de 68. Nesses eventos, foi possível ouvir um discurso repetido como uma espécie de mantra por muita gente da chamada geração 68: "Os jovens de hoje não têm ideais como tínhamos, não lutam como lutávamos". Causa no mínimo estranheza ver muitos desses sessentões sendo vítimas de conhecida armadilha: manifestar surpresa ao encontrar um jovem que não é contestador.
Inimaginável pensar que não saibam que sempre foi e sempre será uma minoria dentro da juventude a principal alavanca de novas idéias, de mudanças e de revoluções. Ou não foi assim com a geração 68? Pesquisa realizada em 1967 pela finada revista "Realidade" e citada em caderno especial da Folha sobre o perfil do jovem do século 21 (27/7) mostra que as mudanças revolucionárias, como a libertação da mulher, não eram ideais da juventude como um todo, mas de uma minoria.
O que interessa, portanto, é entender as dificuldades que hoje enfrentam os jovens que tendem a ser contestadores e rebeldes. Muitos filhos da geração 68, ao ouvirem embevecidos os relatos das aventuras vividas por seus pais, chegam ao ponto de afirmar que estes é que tiveram sorte de viver no tempo da ditadura militar, pois sabiam contra o que lutar.
Esses perplexos adolescentes e/ou jovens adultos se deparam com múltiplos adversários ou inimigos, sendo não só difícil identificá-los como localizá-los, nomeá-los, hierarquizá-los e, principalmente, enfrentá-los.
É fácil ficar perdido em época de inigualáveis liberdades, governos democráticos, abundância, crescimento rápido da esperança de vida e comunicação interligando todas as partes do planeta. Sobretudo porque tudo isso coexiste com a insegurança de uma crise financeira anunciada que finalmente atingiu todos e cujas conseqüências ainda são imprevisíveis, com a persistência trágica da fome, da subnutrição, da pobreza, da insatisfação das necessidades mais básicas, da falta de oportunidades em todos os âmbitos, da violação das liberdades, das injustiças e violências cometidas contra pobres, mulheres, negros, deficientes, indígenas etc. e, finalmente, da ameaça à única casa em que todos -brancos ou negros, homens ou mulheres, ricos ou pobres, enfim gente, bicho ou planta- podem morar.
Em tal situação, não há por que se surpreender com o fato de que o jovem deste início de século 21 queira, em sua maioria, atender em primeiro lugar suas necessidades básicas, como se formar, ter emprego, uma carreira, uma casa, uma família. E, sobretudo, não ter tanto medo dos perigos cada vez mais presentes e próximos, como a violência e a Aids. O Nobel de Economia Amartya Sen já dizia, no livro "Desenvolvimento como Liberdade", que, para pensar em outras demandas, não basta sequer ter as necessidades básicas -renda digna, saúde e instrução- supridas. É fundamental ter também a oportunidade de fazer escolhas e de exercer a cidadania.
Não é difícil constatar que se está muito longe de viver algo parecido.
Mas também é preciso estar atento e sensível para perceber que há, sim, no mundo todo, jovens não conformistas. Uma minoria combativa, discutindo novas formas de fazer política, escancarando em atos coletivos e participativos coisas que acontecem em pleno regime dito democrático.
Como o exílio (dentro do próprio país) de quem não está inserido na economia de mercado. Mais: propondo modos de vida, de produção, de consumo, de trabalho alternativos aos vigentes nas atuais sociedades.
E será certamente desse barco, que ainda anda à deriva, que o desenvolvimento sustentável, a utopia deste século, poderá lançar âncora.
Ortografia e negócios

A nova ortografia não determina apenas o que está certo ou errado na escrita em língua portuguesa. Determina um novo campo de negócios que, se fosse medido, seria em bilhões de reais.
De um dia para o outro, todos os dicionários ficaram desatualizados, à espera de renovação. Na avaliação da Editora Positivo, a versão corrigida do Aurélio deve ter as vendas aumentadas entre 5% e 10% até o fim deste ano.
Em 2007, o mercado de livros vendeu 329 milhões de exemplares no Brasil e faturou R$ 3 bilhões, conforme aponta o mais recente levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP, a Fipe. Pesquisa da Associação Nacional de Livrarias (ANL) indica que o mercado cresceu 10,5% em 2008, o que deve puxar esse número para algo em torno dos R$ 3,5 bilhões (já contada a inflação).
As novas edições terão de vir com a nova ortografia e isso implicará novos custos. A Câmara Brasileira do Livro (CBL) prevê que a despesa das editoras, somente com atualização ortográfica, varie de R$ 1,2 mil a R$ 3 mil por título. A Companhia das Letras, por exemplo, estima em R$ 4,5 milhões o custo para atualização dos seus 1,5 mil títulos de catálogo. E a Positivo contratou 20 novos revisores exclusivamente para reformular as publicações.
A mudança traz não só custos mas, também, oportunidades. A presidente da CBL, Rosely Boschini, entende que a reforma vai ser especialmente benéfica para o Brasil na medida em que cresce a demanda por livros produzidos aqui por parte de países da África e da Ásia de fala portuguesa.
Este é um fenômeno relativamente novo, que já provoca desconforto entre as editoras de Portugal. Elas temem perder para as brasileiras o atual mercado de Angola e Moçambique. Com esses novos compradores em potencial, os editores brasileiros de livros pretendem pelo menos repetir o bom faturamento de 2008, mesmo com a crise global.
A reutilização de livros didáticos também fica prejudicada. Apenas o Ministério da Educação encomendou 103 milhões de livros para serem distribuídos em 2009, a um custo total de R$ 702 milhões. A maior parte deles não leva em conta a nova ortografia. O governo é, de longe, o maior comprador nesse mercado. Em 2007, os programas públicos ficaram com quase 40% da produção de livros didáticos. O setor editorial faturou R$ 727 milhões com vendas para o governo.
O impacto da reforma não se restringe ao mercado editorial. Até o final de 2012, os laboratórios farmacêuticos terão de reeditar todas as bulas de medicamentos e o mesmo deverá ocorrer com materiais de divulgação e manuais de proprietário ou de consumidor dos setores de veículos, aparelhos domésticos, instrumentos eletrônicos e máquinas.
Ao longo da semana, a imprensa já lembrou que Perdigão e Sadia deixarão de vender ?lingüiça? para oferecer ?linguiça?, já que o trema caiu. Enfim, isso mostra que também as embalagens terão de ser revistas.
Na área de informática se preveem mais mudanças. Os produtores de programas de correção de texto terão de atualizar-se. A Microsoft avisa que o consumidor terá acesso gratuito às novas versões pela internet.
Quem quer ter uma ideia mais precisa do impacto econômico dessa mudança vai ter de garimpar bem mais os números.
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